FELICIDADE
Felicidade. Estou safa! Ontem, Dia da Felicidade, tive um dia feliz. Começou com um bom abracinho matinal e acabou num jantar maravilhoso com bom vinho e bons amigos.
Mas, confesso, a palavra felicidade causa-me alguma comichão. Tem para mim muito de palavrão, uma carga, qual estado de graça permanente, uma ambição desmesurada cujo peso não me apetece carregar. E por isso, não carrego. E não a vendo, mesmo trabalhando, de alguma forma, na indústria da dita.
Não gosto da banalização a que esta palavra foi sujeita.
No meio desta minha crença (bem mais libertadora que limitadora), sei que falo de boca cheia. Porque carrego, isso sim, um espírito positivo quase constante e natural (também tenho dias), e ter um sorriso na cara é o meu nome do meio.
Eu sei, parece mais fácil, mas não é. Não quer sequer dizer que a vida me tenha sorrido sempre. Mas eu sempre lhe sorri. É um processo. Se é mais ou menos consciente, é uma escolha que faz toda a diferença. É simples, não é fácil e vem com muitas dores de crescimento. E não há uma fórmula mágica one fits all.
Acredito antes na (auto)aceitação, no reconhecimento de que há sentimentos e dias muito bons e teremos outros muito maus. Chama-se vida, e aceitá-lo é uma forma de seguir em frente, e de não ficar retida nos mesmos. Acredito cada vez mais na gratidão, na difícil conquista que é viver aqui e agora e não na promessa do amanhã, na incrível sensação que vem da superação, da leveza, do equilíbrio de todas estas coisas.
Foco-me na aprendizagem de gozar, o melhor que consigo, o caminho que tracei para chegar ao pote do arco-íris (e só porque adoro arco-irís 😉).
Esta é a minha fórmula. E a sua, qual é, caro leitor?